Falta de inovação ameaça deixar 1/3 das PME europeias na falência em 2020

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Falta de inovação ameaça deixar 1/3 das PME europeias na falência em 2020

  • Estudo da Ricoh Europa revela as principais áreas de interesse para um futuro próspero: clientes, cultura e tecnologia 
  • 59% não estão preparados para a disrupção digital no seu setor
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Lisboa, 17 de outubro de 2018 – As pequenas e médias empresas (PME) europeias estão em perigo de se tornarem vítimas da disrupção digital, requisitos normativos e transformações económicas que estão a mudar as bases dos mercados. Segundo um novo estudo realizado pela Ricoh Europa, 34% dos 3300 líderes de PME inquiridos em 23 países (Portugal incluído) apontam que desaparecerão até 2020 se não inovarem face a estas mudanças.

Com 63% focados em aumentar as receitas e 61% em tornarem-se mais inovadores, as PME portuguesas mostram querer preparar-se para desafiar os tradicionalismos do crescimento. No entanto, ainda que 92% reconheçam o impacto da disrupção digital no seu setor, 59% não estão ainda preparados para tirar partido dos benefícios. Além disso, nos próximos dois anos, um quarto prevê que será incapaz de reagir com a rapidez necessária às mudanças na regulamentação do governo e 21% ao crescimento da automação.

65% dos inquiridos portugueses consideram que é no desenvolvimento de produtos onde são mais inovadores, sendo o departamento de Recursos Humanos onde metade das empresas está a apostar mais recursos com vista à inovação.

David Mills, diretor geral da Ricoh Europa afirma: “Ainda que o estudo seja uma espécie de chamada de atenção, a boa notícia é que os diretores de PME estão conscientes da mudança que está a decorrer nos seus mercados e da necessidade em inovar. Agora é o tempo de tomar uma atitude proativa e enfrentar a disrupção. Qualquer empresa que estime erradamente como adaptar os seus processos e estratégias arrisca-se a deixar o seu futuro à mercê dos acontecimentos”.

O estudo revela três áreas principais nas quais as PME deveriam investir em tecnologia para ajudar a focar a sua atenção:

  1. PME devem construir relações mais próximas com os clientes utilizando tecnologia para facilitar e informar sobre a evolução dos produtos e serviços: 54% reconhecem que necessitam de desenvolver relações constantes com os seus clientes e 50% estão convictos de que serão os desafios dos clientes a promover a inovação nas empresas.
  2. PME devem usar tecnologia mais desenvolvida nos seus locais de trabalho para remodelar processos, melhorar a agilidade e incrementar a eficiência: 74% dos diretores afirmam que a tecnologia ajuda na sua capacidade em inovar.
  3. PME devem fomentar todo o potencial das pessoas com talento utilizando tecnologia para capacitar os colaboradores e desenvolver uma mentalidade criativa: 63% querem promover espaços seguros para experiências e perceber se as ideias têm sucesso.

Damià Belles, membro da equipa de IT da empresa de design de moda Happy Punt - cliente Ricoh com sede em Espanha e Portugal - viu a abordagem de inovação da empresa evoluir.

“Tradicionalmente, a nossa abordagem à inovação estava em fazer pequenas modificações de forma a melhorar o nosso trabalho”, afirma Belles. “Mas agora estamos em busca de maiores e mais significativas formas de inovar. De modo a obter conhecimento crucial sobre as novas tecnologias no setor, estamos continuamente a desenvolver relacionamentos com outras empresas e universidades. Isso levou a um dos períodos mais empolgantes da nossa história – trabalhar com uma empresa para usar nanotecnologia com os nossos tecidos”.

Mills conclui: “Trabalhamos com pequenas e médias empresas em toda a Europa que começam a perceber os benefícios de abordar a inovação sob um novo prisma. Conseguirão assim simplificar as operações para introduzir produtos no mercado em metade do tempo, usando serviços cloud para acelerar processos ou experimentar novas formas de relacionamento com os clientes e colaboradores. As PME mais abertas à inovação estão agora a nivelar o campo de ação contra os seus maiores rivais”.

O inquérito realizou-se em agosto de 2018 e foi dirigido a 3300 líderes de PME de países como Áustria, Bélgica, Luxemburgo, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Hungria, Itália, Países Baixos, Noruega, Polónia, Portugal, Rússia, Eslováquia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Irlanda.

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